Sangiovese e nossa história.
Da Itália a Faria Lemos, uma variedade que atravessou gerações e se tornou uma das expressões mais particulares da família.
Poucas variedades têm uma relação tão imediata com a Itália quanto a Sangiovese. Sua história está especialmente ligada à região central do país e à Toscana, onde se tornou protagonista de alguns de seus vinhos mais conhecidos. Até o nome carrega uma narrativa antiga: Sangiovese é tradicionalmente relacionado à expressão latina Sanguis Jovis, ou “Sangue de Júpiter”. O próprio rótulo da Cristofoli recupera essa origem e registra que os primeiros documentos conhecidos sobre a variedade remontam ao século XVIII. Sangiovese 2024
Para a família Cristofoli, porém, a importância dessa uva não começa nos livros de viticultura.
A Sangiovese faz parte das variedades italianas cultivadas pela família desde as gerações anteriores, ao lado de Moscato, Peverella, Barbera e Bonarda. Durante anos esteve presente nos vinhedos e, posteriormente, teve seu cultivo retomado em Faria Lemos como uma forma de recuperar uma ligação com a própria origem familiar. Vinícola Cristofoli
É uma decisão que diz bastante sobre a maneira como a Cristofoli entende seu território. A história italiana não aparece apenas no sobrenome ou nas lembranças da imigração. Ela pode voltar ao vinhedo, crescer novamente e ganhar uma interpretação brasileira. Foi assim que a Sangiovese passou a ocupar um espaço particular entre os vinhos da vinícola.
Hoje, ela aparece em três expressões bastante diferentes:

Cristofoli Sangiovese
O Cristofoli Sangiovese é a interpretação mais direta dessa relação. Produzido com uvas de vinhedo em Faria Lemos, apresenta a variedade a partir das condições da Serra Gaúcha. O próprio conceito do vinho associa a retomada do cultivo à memória dos antepassados e à descendência italiana da família.

Rosé de Sangiovese
No Rosé de Sangiovese, a mesma uva segue outro caminho. A Cristofoli já elaborava o rosé para consumo da própria família antes de transformá-lo novamente em um produto da vinícola. A prensagem direta e o breve contato com as cascas permitem trabalhar a Sangiovese a partir de sua delicadeza, frescor e fruta. É uma boa demonstração de como uma única variedade pode assumir identidades bastante distintas dependendo das escolhas feitas na elaboração.

Vendemmia d’Artista
E então há o Vendemmia d’Artista Sangiovese, a interpretação mais restrita e autoral da variedade. Nesse projeto, o trabalho começa ainda no vinhedo. As plantas são acompanhadas individualmente e a seleção busca aquelas capazes de entregar uma matéria-prima excepcional. Na edição que deu origem ao projeto, Lorenzo Cristofoli acompanhou cerca de 1.700 videiras para chegar às plantas escolhidas para o vinho. O encontro entre natureza, trabalho humano e expressão criativa.